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Herpes-zóster

Também conhecido como: Cobreiro

Herpes-zóster (do grego zoster — cinturão) é uma doença viral caracterizada pelo aparecimento de erupções vesiculosas agrupadas e dolorosas na pele.

Ele não surge por infecção primária, mas sim por reativação local do vírus da varicela (Varicella-zoster virus), que esteve dormente no organismo humano por anos.

Etiologia e fisiopatologia

Na infecção primária (geralmente na infância), o vírus causa a catapora clássica. Após a recuperação, o agente não deixa o corpo. Ao longo das fibras nervosas, ele sobe e permanece permanentemente nos gânglios sensoriais (gânglios dorsais) ou nos núcleos dos nervos cranianos. Ali, ele entra em estado latente (dormente), mantido sob controle pelas células do sistema imunológico.

Com a idade (geralmente após os 50 anos) ou em casos de diminuição das defesas do corpo, o vírus “acorda”, começa a se multiplicar ativamente e desce pelo axônio do nervo afetado até a pele. Este processo causa dano à epiderme na área de inervação desse nervo.

As condições que provocam a reativação do vírus incluem:

  • estresse — forte estresse psicoemocional ou físico;
  • hipotermia — exposição a temperaturas baixas;
  • oncologia — presença de neoplasias malignas;
  • infecção pelo HIV — envolvimento viral do sistema imunológico;
  • uso de corticosteroides — uso prolongado de medicamentos hormonais.

Importância clínica

Na véspera do aparecimento da erupção (período prodrômico), alguns pacientes podem experimentar dor ao longo do nervo afetado. Depois, surgem vermelhidões e bolhas características no local.

O principal sinal clínico do herpes-zóster é a estrita unilateralidade e linearidade das erupções (que seguem uma faixa ao longo do nervo, sem cruzar a linha média do corpo). Para tratamento (nas primeiras 72 horas), são utilizados medicamentos antivirais específicos (aciclovir, valaciclovir).

A complicação mais comum e séria é a neuralgia pós-herpética — uma dor intensa, instável ou contínua e extenuante de diferentes intensidades, que pode persistir por meses ou anos após a completa cicatrização da pele na área afetada.

Para controlo da dor, geralmente utilizam-se:

  • gabapentina e pregabalina — anticonvulsivantes (anticonvulsivantes);
  • antidepressivos cíclicos — fármacos para modulação da resposta à dor;
  • injeções de toxina botulínica — administros locais para redução da intensidade da dor.
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