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O período de incubação (do lat. incubo — incubar, repousar) é um intervalo de tempo definido desde a entrada inicial de um microrganismo patogênico no corpo humano até o aparecimento dos primeiros sintomas clínicos da doença.
Durante o período de incubação, a pessoa sente-se subjetivamente saudável; contudo, em nível celular, já está em curso um processo patológico de grande escala. Nesse período, o agente etiológico supera as barreiras físicas (pele, mucosas, meio ácido do suco gástrico) e encontra células-alvo específicas.
Após penetrar nos tecidos, o vírus ou a bactéria começa a se multiplicar ativamente (replicar-se). Os sintomas clínicos estão ausentes porque a concentração do patógeno ou das toxinas por ele liberadas ainda não atingiu o limiar crítico (dose infectante) necessário para provocar lesão celular maciça ou desencadear uma resposta inflamatória sistêmica.
A duração dessa fase é específica para cada infecção:
A duração do período de incubação é um indicador fundamental em epidemiologia. É com base nela que são calculados os períodos de quarentena e de vigilância médica dos contatos.
Do ponto de vista clínico, o período latente constitui uma «janela de oportunidade» ideal para a profilaxia de emergência.
Por exemplo, se uma pessoa teve contato com um paciente com varicela ou foi mordida por um animal com raiva, a administração imediata da vacina e/ou de imunoglobulina específica durante o período de incubação ajuda o sistema imunológico a eliminar o vírus antes que ele cause a doença.
Um risco epidemiológico particular reside no fato de que, em muitas doenças respiratórias, o paciente já se torna altamente contagioso (infectante) nos últimos dias do período de incubação e elimina o vírus pela saliva, ainda sem saber que está doente.
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