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Danos a esta artéria são a principal causa da formação de hematomas epidurais agudos e potencialmente fatais.
Este poderoso vaso é um ramo da artéria maxilar e entra na cavidade craniana através de um pequeno forame espinhoso na base do crânio. Uma vez dentro, a artéria se ramifica em uma extensa rede que atravessa o espaço epidural estreito — localizada entre a dura-máter e o osso.
A parte mais vulnerável é o ramo anterior da artéria. Ela percorre a superfície interna da escama do osso temporal na área chamada pterion. Este é o ponto mais fino e frágil de todo o arco do crânio. A artéria não está apenas próxima ao osso, mas muitas vezes está fisicamente encravada em um sulco ósseo profundo, o que priva o vaso de elasticidade e mobilidade.
Em caso de lesão na região temporal, mesmo sem força significativa, o osso pode se quebrar facilmente. As bordas afiadas da fratura rompem a artéria que está incrustada neles. Uma vez que o sangue nesta artéria está sob alta pressão, ele começa rapidamente a fluir para o espaço epidural, destacando a dura-máter.
Esta massa de sangue começa a comprimir o cérebro externamente. A situação progride tão rapidamente que, sem uma emergência, como a craniotomia para remoção do coágulo e interrupção do sangramento, o paciente pode morrer em questão de horas após a lesão.
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