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Endométrio

Também conhecido como: Mucosa uterina

O endométrio (do grego endon – dentro, metra – útero) é a membrana mucosa interna do corpo uterino, altamente diferenciada e sensível às hormonas.

Este tecido tem um potencial biológico único de proliferação cíclica, transformação secretora e descamação completa (rejeição) com subsequente regeneração sem cicatrizes.

Etiologia e fisiopatologia

A estrutura histológica do endométrio é um sistema complexo constituído por um epitélio cilíndrico de camada única (de revestimento e glandular), um estroma rico em elementos celulares e uma rede vascular especializada. Do ponto de vista funcional e morfológico, distinguem-se duas camadas:

  1. Camada basal (stratum basale): A camada profunda, densa e fibrosa adjacente ao miométrio. É fornecida por artérias curtas e direitas e tem uma alta densidade de receptores para estrogénio, mas uma baixa densidade de receptores para progesterona. Esta camada não é rejeitada durante a menstruação e serve de reservatório cambial (crescimento) para a regeneração da mucosa no novo ciclo.
  2. Camada funcional (stratum functionale): A camada superficial que recebe sangue através de artérias espirais sensíveis às hormonas. Na fase folicular do ciclo, a mitose celular ativa (proliferação) ocorre sob a influência do estrogénio. Na fase lútea, a progesterona interrompe a divisão e desencadeia a acumulação de glicogénio, lípidos e glicoproteínas (secreção), preparando a “janela de implantação”. Na ausência de gravidez, a regressão do corpo lúteo provoca uma queda acentuada dos níveis de esteróides, um espasmo prolongado das artérias espirais, uma necrose isquémica e a rejeição desta camada.

Significado clínico

O endométrio é um tecido fundamental do sistema reprodutor. A sua recetividade (capacidade de aceitar o blastocisto) é considerada a principal causa de insucesso da implantação na FIV e de infertilidade idiopática. A endometrite crónica (incluindo a de etiologia tuberculosa) provoca fibrose do estroma, esclerose vascular e atrofia glandular (“endométrio fino”). O desequilíbrio das hormonas esteróides (hiperestrogenismo absoluto ou relativo) desencadeia processos hiperplásicos, pólipos e adenocarcinoma do endométrio.

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